Turbine seu LookML: Refatoração para Projetos Grandes
Tecnologia › Desenvolvimento de Software
Tutorial Básico

Turbine seu LookML: Refatoração para Projetos Grandes

Turbine seu LookML: Refatoração para Projetos Grandes

Conforme seu projeto no Looker cresce, o código LookML pode virar uma bagunça: repetitivo e difícil de manter. Refatorar o LookML significa colocar ordem na casa, otimizando e dividindo seu modelo para que ele continue escalável, fácil de ler e rápido – essencial quando vários devs trabalham juntos.

Este guia é seu mapa para entender por que e como refatorar LookML em projetos grandes, com as melhores práticas e exemplos práticos.

O que é Refatorar em LookML?

Refatorar é dar um tapa na estrutura do seu código LookML sem mudar o que ele faz. O objetivo é deixar seu LookML:

  • Mais fácil de ler e manter no dia a dia.
  • Mais modular e pronto para ser reutilizado.
  • Mais rápido para desenvolver e testar novas features.
  • Mais consistente entre todos os times.

Sabe o que é mais legal? Refatorar não muda o que seus usuários veem nos dashboards; ele melhora a organização por trás das cortinas.

Por que Refatorar o LookML em Projetos Grandes?

Projetos que bombam trazem desafios:

  • Dimensões e medidas repetidas em várias views.
  • Joins e explores complexos com definições que se repetem.
  • Dificuldade para novos desenvolvedores entrarem no barco.
  • Maior chance de aparecerem bugs.

A refatoração entra para:

  • ✅ Diminuir a duplicação de código.
  • ✅ Turbinar a performance.
  • ✅ Facilitar o controle de versão.
  • ✅ Dar suporte a múltiplos desenvolvedores de boa.
  • ✅ Garantir modelos de dados mais limpos.

Estratégias Chave para Refatorar

Vamos ver as principais táticas para refatorar seu LookML de forma matadora.

Divida Arquivos Grandes em Blocos Menores e Lógicos

No começo, é comum juntar várias views e explores num único arquivo .lkml. Com o tempo, isso vira um caos. A solução é quebrar esses blocos grandes em arquivos menores, organizados por função ou área de dados.

Exemplo:

Em vez de um mega arquivo ecommerce.view.lkml com tudo:

/views/
├── orders.view.lkml
├── users.view.lkml
├── products.view.lkml
└── transactions.view.lkml

Cada arquivo cuida de uma entidade de dados. Depois, é só incluir tudo no seu arquivo de modelo:

include: "views/*.view"

Vantagens:

  • Mais fácil achar a lógica específica.
  • Carrega e edita mais rápido.
  • Diminui conflitos no Git.

Use extends para Reutilização e Consistência

Se você tem várias views com campos ou lógicas parecidas, use o parâmetro extends em vez de copiar e colar código. Isso garante menos repetição e facilita as atualizações: mudou uma vez, aplicou em todo lugar!

Antes da Refatoração:

view: india_orders {
  dimension: id { primary_key: yes }
  dimension: order_date { type: date }
  measure: total_sales { type: sum; sql: ${TABLE}.sales_amount ;; }
}

view: us_orders {
  dimension: id { primary_key: yes }
  dimension: order_date { type: date }
  measure: total_sales { type: sum; sql: ${TABLE}.sales_amount ;; }
}

Depois da Refatoração:

view: base_orders {
  dimension: id { primary_key: yes }
  dimension: order_date { type: date }
  measure: total_sales { type: sum; sql: ${TABLE}.sales_amount ;; }
}

view: india_orders {
  extends: [base_orders]
  always_filter: { filters: [country: "India"] }
}

view: us_orders {
  extends: [base_orders]
  always_filter: { filters: [country: "US"] }
}

Benefícios:

  • Menos código repetido.
  • Atualizações mais simples.
  • Consistência garantida.

Modularize seus Explores

Quando as definições de explore ficam enormes e complicadas, o segredo é refatorar, separando os joins e a lógica em explores base reutilizáveis.

Exemplo:

explore: base_orders {
  join: users {
    sql_on: ${orders.user_id} = ${users.id} ;;
  }
}

explore: ecommerce_orders {
  extends: [base_orders]
  always_filter: {
    filters: [order_date: "30 days"]
  }
}

Isso te ajuda a criar variações sem ter que duplicar os mesmos joins toda hora.

Organize a Estrutura de Diretórios do Projeto

Em projetos grandes, usar pastas é fundamental para a clareza. Uma boa estrutura:

/project
├── models/
│   ├── ecommerce.model.lkml
│   └── finance.model.lkml
├── views/
│   ├── base/
│   │   ├── base_orders.view.lkml
│   │   └── base_users.view.lkml
│   ├── derived/
│   │   └── derived_metrics.view.lkml
│   └── regional/
│       ├── india_orders.view.lkml
│       └── us_orders.view.lkml
├── dashboards/
│   ├── sales_dashboard.dashboard.lkml
│   └── marketing_dashboard.dashboard.lkml
└── manifests/
    └── manifest.lkml

Essa organização permite imports modulares e uma navegação mais rápida.

Use Constantes e Parâmetros em Arquivos Manifest

O arquivo manifest.lkml é o lugar ideal para definir elementos compartilhados, como constantes, arquivos e dependências externas. Assim, seus arquivos LookML podem chamar constantes para evitar valores fixos direto no código.

Exemplo:

# manifest.lkml
constant: DEFAULT_CURRENCY {
  value: "USD"
}

include: "views/**/*.view"

Reutilize Código com Snippets e Templates

Para lógicas SQL ou campos calculados que aparecem muitas vezes, crie snippets reutilizáveis. Se uma lógica de data aparece em vários lugares, por exemplo, extraia-a para um arquivo compartilhado e inclua onde precisar.

Exemplo:

dimension: month {
  type: date
  sql: DATE_TRUNC('month', ${order_date}) ;;
}

Se isso é usado com frequência, jogue em um arquivo como date_helpers.view.lkml e inclua nas views necessárias.

Aproveite o Git para Colaboração

Refatorar em equipes grandes exige um bom uso do Git. Crie branches separadas para cada tarefa de refatoração, use pull requests (PRs) para revisão e sempre teste no modo de desenvolvimento do Looker. Mensagens de commit claras são essenciais.

Exemplo:

git checkout -b refactor-base-views
# ... faça suas alterações ...
git commit -m "Refatora views base de pedidos e usuários"
git push origin refactor-base-views

Depois, faça o merge após a aprovação:

git checkout main
git merge refactor-base-views

Remova Campos e Explores Não Utilizados

Com o tempo, projetos acumulam itens esquecidos. Refatore identificando e limpando o que não é mais usado. Use o Content Validator do Looker para achar campos órfãos e referências quebradas, depois remova ou comente o que não serve mais.

  • ✅ Use o Content Validator do Looker.
  • ✅ Delete ou comente campos antigos.
  • ✅ Arquive explores antigos em vez de apagar na hora.

Dica: Mantenha um changelog ou documentação de tudo que foi removido.

Otimize a Lógica SQL e a Performance

Durante a refatoração, fique de olho em:

  • Joins redundantes.
  • Expressões SQL que poderiam ser mais eficientes.
  • Uso excessivo de tabelas derivadas (PDTs).

Use tabelas derivadas persistentes (PDTs) sempre que fizer sentido e garanta que índices e partições estejam bem configurados.

Automação e Ferramentas de Linter

Projetos LookML de grande porte se beneficiam demais de ferramentas automatizadas. O Looker IDE Validator ajuda com sintaxe e dependências, enquanto o Spectacles oferece testes e validação automatizada.

Ferramentas como essas pegam problemas como:

  • Includes faltando.
  • Dimensões não usadas.
  • Joins ou explores quebrados.
  • Inconsistências de estilo.

Documentação e Convenções de Nomenclatura

Manter nomes consistentes e documentar tudo é crucial. Dê um description: para cada campo e medida. Documente views base e estendidas. Um README em cada pasta principal explicando o conteúdo também ajuda muito.

Exemplo: Refatorando um Projeto Complexo

Antes: Todos os explores, views e joins em um único arquivo.

model: ecommerce {
  explore: orders {
    join: users {
      sql_on: ${orders.user_id} = ${users.id} ;;
    }
  }
  view: orders {
    dimension: id { primary_key: yes }
    measure: total_sales { type: sum; sql: ${TABLE}.amount ;; }
  }
  view: users {
    dimension: name {}
  }
}

Depois: Estrutura organizada e código reutilizado.

Estrutura de Arquivos:

/models/ecommerce.model.lkml
/views/orders.view.lkml
/views/users.view.lkml
/views/base/base_orders.view.lkml

ecommerce.model.lkml:

include: "views/**/*.view"

explore: orders {
  extends: [base_orders]
}

base_orders.view.lkml:

view: base_orders {
  dimension: id { primary_key: yes }
  measure: total_sales { type: sum; sql: ${TABLE}.amount ;; }
}

orders.view.lkml:

view: orders {
  extends: [base_orders]
  dimension: region { sql: ${TABLE}.region ;; }
}

O resultado é uma estrutura mais limpa, fácil de manter e escalar, com código reutilizado via extensões.

Testando Após a Refatoração

Depois de refatorar, a fase de testes é crucial:

  • Use o modo de desenvolvimento do Looker para validar todos os explores.
  • Execute o Content Validator para garantir que dashboards e Looks não quebraram.
  • Utilize o LookML Validator para pegar erros de sintaxe ou dependências.
  • Comunique as mudanças para o time de analytics.

Benefícios da Refatoração de LookML

Refatorar seu LookML traz um monte de vantagens, desde código mais organizado até a colaboração turbinada. Em resumo, é um investimento que compensa demais para a saúde a longo prazo dos seus projetos de dados.

Conclusão

Mantenha seu LookML modular e organizado. Refatore aos poucos, sem tentar fazer tudo de uma vez. Teste e valide cada mudança. Use Git, Content Validator e LookML Validator com frequência.

Siga as convenções de nomenclatura e mantenha a documentação em dia. Com essas práticas, seus projetos em Looker se tornarão mais robustos, escaláveis e fáceis de gerenciar.

#LookML, #Looker, #Refatoracao, #EngenhariaDeDados, #DesenvolvimentoDeSoftware, #AnaliseDeDados

chat_bubble Comentários (0)

Nenhum comentário ainda. Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário